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Aviões de pequeno porte representaram 90% das mortes em acidentes no Brasil desde 2020

Um avião de pequeno porte caiu em Belo Horizonte nesta segunda-feira (4) e deixou dois mortos após colidir com um prédio. Um levantamento realizado pela Jovem Pan aponta que, desde 2020, 375 pessoas morreram em acidentes envolvendo aeronaves de pequeno porte no Brasil. O número representa 89,29% das mortes totais em acidentes com aviões no país. Os aviões considerados de pequeno porte são aqueles com menos de 20 passageiros, segundo especialistas.
De acordo com a apuração feita, analisando dados da Flight Safety Foundation, ONG internacional referência em pesquisa de acidentes aéreos, o Brasil registrou 213 acidentes aéreos com mortes no período. 54 dessas mortes foram de pessoas que não estavam nas aeronaves.
Dessas ocorrências, apenas uma delas envolveu um avião de grande porte, o acidente da Voepass, quando um ATR 72-500 caiu no interior de São Paulo, em Vinhedo, e matou 62 pessoas.
Desde 2020, 212 aeronaves de pequeno porte sofreram acidentes com mortes no Brasil. Em 2025, foram 33 quedas fatais. Somente neste ano de 2026, 11 acidentes com mortes envolvendo pequenas aeronaves já foram registrados.
O levantamento considera apenas acidentes em território brasileiro, ou seja, mesmo que tenha decolado do Brasil e caído em outro país ou mar, o acidente não foi considerado.
Acidente em BH
Um avião de pequeno porte colidiu com um prédio no bairro residencial de Silveira nesta segunda. A aeronave tinha cinco ocupantes. O piloto e copiloto morreram, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
Ainda segundo o órgão, não há risco de explosão de combustível, pois foi aplicada uma espuma sobre o líquido derramado. Também não há vítimas na edificação ou risco estrutural aparente. O hall de escadas foi comprometido.
Após bater no prédio de apartamentos, o avião caiu em uma área de estacionamento. Pouco antes da colisão, o piloto teria informado à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava dificuldades no procedimento de decolagem.
Segundo a Agência de Aviação Civil (Anac), o modelo envolvido no acidente seria um EMB-721C, de 1979, um monomotor com capacidade para transportar até seis pessoas. A aeronave está registrada no nome de Flavio Loureiro Salgueiro.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a aeronave está regularizada até o dia 1º de abril de 2027, de operação privada.
As causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Foi acionado o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), com sede no Rio de Janeiro (RJ).


Fonte: Jovem Pan

Jovem Pan lança ‘Isso Não é um Talk Show’, novo programa do Carioca com projeto comercial multiplataforma

A Jovem Pan anuncia a estreia do “Isso não é um talk show”, novo programa de entretenimento comandado por Márvio Lúcio, o Carioca, que retorna à emissora após oito anos. A atração será exibida de terça a sexta-feira, às 22h30, com uma hora de duração.
Inspirado nos grandes formatos de entretenimento, o programa reúne entrevistas, humor, música e interação com o público, criando um ambiente propício para a presença de marcas de forma orgânica dentro do conteúdo.
O projeto chega ao mercado com um modelo comercial estruturado, combinando formatos tradicionais, como vinhetas, comerciais em break e chamadas, com soluções de maior valor agregado, como branded content, merchandising, quadros patrocinados e ações especiais integradas à narrativa.
Também estão previstas entregas diferenciadas, incluindo product placement, inserções customizadas, chamadas caracterizadas e projetos sob medida, ampliando as possibilidades de conexão entre marcas e audiência ao longo de toda a exibição.
Com distribuição multiplataforma, o programa potencializa alcance e frequência ao integrar TV, digital e plataformas proprietárias da Jovem Pan.
A chegada de Carioca, um dos nomes mais reconhecidos do humor brasileiro, reforça o potencial de engajamento do projeto e posiciona a atração como uma nova vitrine para o mercado anunciante dentro do entretenimento da emissora.


Fonte: Jovem Pan

Zema diz que escola é prioridade, mas jovem precisa aprender a trabalhar

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema (Novo), disse nesta segunda-feira (4) que “escola é prioridade”, mas o “jovem precisa aprender a trabalhar”. A declaração foi dada em entrevista exclusiva à Jovem Pan News.
Zema afirmou que o programa jovem aprendiz pode ser melhorado e que “empresas poderiam estar contratando mais jovens a partir dos 14 anos”. “Isso dá autonomia para o jovem, ensina disciplina, comprometimento, a respeitar horários, as pessoas mais velhas e qualifica a pessoa”, declarou.
O ex-governador disse ainda que, no Brasil, tem-se criado a ideia de que jovem não pode trabalhar, porque prejudica os estudos. Zema considera que o trabalho é um “complemento”. “O estudo é importantíssimo, o trabalho vem logo depois”, afirmou.
 

 

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Fonte: Jovem Pan

Pronunciamento oficial e propaganda política: onde está o limite?

O Presidente da República utilizou, na última semana, a cadeia nacional de rádio e televisão para a realização de um pronunciamento oficial direcionado à população brasileira. A justificativa inicialmente apresentada foi a de cumprimentar a sociedade pelo Dia do Trabalho, data historicamente associada ao reconhecimento da importância dos trabalhadores para o desenvolvimento econômico e social do país. Contudo, ao longo da manifestação, tornou-se evidente que o conteúdo extrapolou os limites de uma mensagem meramente institucional e comemorativa.
Embora seja natural que chefes de governo façam referências a políticas públicas e resultados administrativos, o discurso presidencial assumiu contornos marcadamente políticos. Houve forte ênfase na apresentação de programas sociais, ações governamentais e realizações da gestão federal, em uma construção narrativa claramente voltada ao fortalecimento da imagem do governo perante a opinião pública.
A utilização da cadeia nacional de rádio e televisão, entretanto, exige especial cautela. Trata-se de um instrumento de comunicação oficial, custeado indiretamente pela própria sociedade e destinado, nos termos da legislação vigente, à divulgação de informações de efetivo interesse público. O art. 87 do Decreto nº 52.795/63 dispõe que a rede nacional de radiodifusão deve ser utilizada apenas para a divulgação de assuntos de relevante importância nacional.
Quando esse espaço institucional passa a ser utilizado com viés excessivamente promocional, instaura-se inevitavelmente o debate acerca da tênue linha que separa comunicação governamental de propaganda política. A controvérsia torna-se ainda mais sensível em períodos que antecedem disputas eleitorais, momento em que a exposição pública de autoridades possui inegável relevância estratégica.
Ainda que não tenha havido pedido explícito de votos ou menção direta ao pleito eleitoral, a construção discursiva demonstrou nítido propósito de fortalecimento de imagem, consolidação de base política e ampliação de capital eleitoral. Além disso, observou-se a manutenção de uma estratégia retórica recorrente do atual Presidente da República: a exploração da lógica de polarização política, sintetizada na narrativa do “nós contra eles”, expediente frequentemente utilizado para mobilização de apoiadores e tensionamento do debate público.
A legislação eleitoral brasileira busca justamente impedir esse tipo de desvio. A Lei das Eleições, em seu art. 36-B, estabelece que será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte do Presidente da República e de outras altas autoridades, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos, filiados ou instituições.
Dessa forma, mostra-se fundamental aprofundar a discussão acerca dos limites efetivos para o uso da máquina pública na comunicação governamental. Mais do que uma questão meramente formal, trata-se de debate essencial para a preservação do equilíbrio entre transparência pública, informação institucional e igualdade de condições na disputa política. A paridade de armas entre os atores eleitorais constitui elemento indispensável para a concretização de um Estado verdadeiramente democrático, republicano e comprometido com a lisura do processo eleitoral.


Fonte: Jovem Pan

Acordo Mercosul-União Europeia: oportunidades e riscos para o ESG

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor e reposiciona o Brasil no comércio internacional. A promessa é redução de tarifas, ampliação de mercado e ganho de competitividade. Mas, além da economia, o ESG também deve ser impactado.
A União Europeia estabeleceu um novo padrão global ao exigir que produtos importados comprovem que não estão associados ao desmatamento. Mas a aplicação da regra, vem sendo ajustada e postergada ao longo dos últimos anos, o que reflete a complexidade de implementação e a pressão de diferentes setores econômicos. Isso muda a lógica do comércio internacional. Não basta produzir. É preciso provar.
Para o Brasil, esse movimento traz uma vantagem estratégica. A pressão regulatória europeia acelera a modernização da cadeia produtiva. Rastreabilidade, governança e transparência deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos. Na prática, isso eleva o padrão do agro brasileiro e pode abrir espaço para produtos com maior valor agregado no mercado internacional.
Esse é o principal ganho ESG. Mas o cenário não é linear. A própria União Europeia tem flexibilizado pontos da regulação. O bloco decidiu excluir o couro do escopo da lei anti desmatamento — mesmo sendo parte da cadeia pecuária — após pressão de setores industriais.
A legislação segue exigindo comprovação de origem para produtos como soja, café, carne bovina e óleo de palma, mas a retirada do couro evidencia um ponto crítico: a aplicação das regras não é uniforme. A agenda ESG europeia, embora avançada, não é imune a interesses econômicos. E isso gera um efeito direto: perda de coerência regulatória.
Quando regras ambientais admitem exceções relevantes, deixam de ser padrão universal.
Passam a ser negociáveis. Para o Brasil, isso cria um ambiente ambíguo. De um lado, há incentivo para avançar em práticas sustentáveis e melhorar posicionamento global.
De outro, há o risco de competir em um cenário onde as exigências variam conforme o setor.
Além disso, a ampliação do acesso ao mercado europeu tende a estimular setores intensivos em uso de terra, como agropecuária e mineração. Sem mecanismos robustos de controle, isso pode aumentar a pressão sobre biomas como Amazônia e Cerrado.
Ou seja: o mesmo acordo que pode impulsionar o ESG também pode tensioná-lo. A chave está na execução. Se o Brasil usar esse momento para fortalecer rastreabilidade, reduzir emissões e comunicar melhor seus diferenciais, o ganho é estrutural. Se não, o risco é permanecer como exportador de volume, sob pressão ambiental crescente.


Fonte: Jovem Pan

CRUZEIRO: O dono salva o clube, mas o modelo é sustentável?

Pedro Lourenço, controlador da SAF do Cruzeiro, precisou injetar uma quantia expressiva para cobrir o prejuízo do clube em 2025.
Foram R$ 269 milhões aportados entre capital e empréstimo. Com esse aporte, o clube fechou o ano praticamente sem déficit de caixa. A reportagem do jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, trouxe todos os detalhes do balanço financeiro.
Pontos positivos: 

Forte crescimento de receita, especialmente na área comercial;
Alto investimento no elenco principal;
Evitou uma crise de caixa;
Dívida com perfil relativamente controlado.
Pontos de atenção: Prejuízo ainda elevado;
Custos totalmente fora de controle, com destaque para a folha salarial;
Dependência extrema dos aportes de Pedro Lourenço;
Dívida líquida continuando a subir;

Falta clara de autofinanciamento: as receitas ainda não cobrem os gastos.
Enfim, o Cruzeiro está caminhando com as pernas do seu dono.
Enquanto Pedro Lourenço seguir bancando o clube, a equipe consegue competir em alto nível. No entanto, esse modelo não é sustentável a longo prazo.
Qualquer clube que não consegue se manter com as próprias pernas corre risco constante.
Todo torcedor merece sonhar alto, mas também precisa acompanhar com atenção a saúde financeira do seu clube.


Fonte: Jovem Pan

Desenrola 2.0: novo programa para renegociar dívidas é lançado pelo governo

Desenrola 2.0: novo programa para renegociar dívidas é lançado pelo governo Trabalhadores que ganham até R$ 8.105 pode aderir ao programa. Governo lança ‘Desenrola 2.0’, programa que vai liberar parte do FGTS para trabalhadores pagarem dívidas.. Pessoas com salário de até R$ 8.105 vão poder aderir ao novo programa.. Quem tiver dívidas de até R$ 100 não vai ficar com o nome sujo.. Além disso, governo reduziu para 40% a margem do consignado de servidores e aposentados.. Dinheiro esquecido em bancos será usado para garantir renegociação de dívidas.


Fonte:

g1 > Política

Moraes rejeita pedido de ‘Débora do Batom’ para revisão de pena; medida não está em vigor

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta segunda-feira (4) o pedido da defesa de Débora Rodrigues dos Santos para readequação da pena, já considerando a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, projeto que reduz as penas dos condenados por atos golpistas.
Moraes rejeitou o pedido, uma vez que a medida foi aprovada no Congresso, mas ainda não foi promulgada. Por isso, ainda não está em vigor.
Ela foi condenada a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Segundo a PF, foi Débora quem pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente ao edifício da Corte. A pichação ocorreu durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 — quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.


Fonte:

g1 > Política

Styvenson questiona eficácia do Desenrola 2.0 no combate ao endividamento

Em pronunciamento no Plenário, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) apontou limitações do programa de renegociação de dívidas Desenrola 2.0, lançado nesta segunda-feira (4) pelo governo federal. Segundo o parlamentar, a iniciativa não resolve de forma definitiva a situação de milhões de brasileiros. 
O senador lembrou que a primeira versão do programa, lançada em 2023, beneficiou milhões de brasileiros, mas não impediu o crescimento da inadimplência.
Entre as medidas do novo programa que considera positivas, Styvenson citou a restrição às apostas on-line conhecidas como bets — quem for beneficiado pelo Desenrola 2.0 ficará proibido de fazer essas apostas por uma ano. Apesar disso, ele avalia que a medida é insuficiente para combater o problema, dada a dimensão das bets na economia.
— Não digo que o programa seja ruim, mas o Desenrola 2.0, sozinho, não vai corrigir o problema do endividamento do brasileiro. O programa, sozinho, não é a solução; ele pode ajudar — declarou Styvenson, acrescentando que a solução é viabilizar “para o brasileiro um poder de compra maior”. 
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly


Fonte: Senado Federal

Projeto que torna imprescritíveis estupro e feminicídio está na pauta da CCJ

Em reunião nesta quarta-feira (6), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve apreciar um projeto de lei que torna imprescritíveis os crimes de estupro, estupro de vulnerável e feminicídio. A reunião tem início às 9h.
O PL 2.664/2024 foi apresentado por Leila Barros (PDT-DF) e outras senadoras. O texto altera dispositivos do Código Penal e foi relatado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES).
O relator modificou o texto original para tornar imprescritível também o crime de feminicídio. Contarato observa em seu relatório que, assim como os casos de estupro, os índices de feminicídio vêm crescendo a cada ano no país.
“Tornar o crime de feminicídio imprescritível torna-se uma medida fundamental e urgente, para assegurar que a passagem dos anos não permita que assassinos de mulheres permaneçam impunes”, defende o senador.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram registrados 1.559 feminicídios em 2025, o que representa uma média de quatro mulheres mortas por dia em razão da condição do sexo feminino.
Saída temporária
Na mesma reunião, a CCJ deve apreciar ainda o PL 476/2023, que torna mais duras as penas para os crimes cometidos durante saída temporária, liberdade condicional, prisão domiciliar ou em meio a fugas da prisão.
O texto altera o artigo 61 do Código Penal para incluir essas situações na lista das circunstâncias agravantes dos crimes. Isso significa que, ao calcular a pena a ser aplicada a um condenado, o juiz deverá impor uma punição maior se o crime tiver sido cometido durante o cumprimento de um benefício como saída temporária ou liberdade condicional, ou enquanto o criminoso estava fugindo do estabelecimento prisional.
O projeto, de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), recebeu voto favorável do relator, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com ajustes na redação. Foi aprovado na Comissão de Segurança Pública (CSP) em julho de 2024.


Fonte: Senado Federal